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A edição da vida

O que você prefere: perder seu emprego, o casamento ou a saúde? Note que, nas opções que dei, provavelmente (pelo menos eu imagino) você não encontraria uma alternativa que satisfizesse você totalmente, porque abrir mão de algo importante para nós não é algo desejado.
O que acontece quando a gente começa a viver?

É esperado que a gente deseje viver apenas as partes boas da vida. Isso faz sentido, neh? Afinal, quem curte ter um perrengue ou um problema sem solução? Quem dera a vida fosse sempre como a gente deseja… Apenas pra constar, a ideia não é que você fique deprimido(a) a partir do texto, tah?!

Meu convite é para que olhemos para algumas questões sob outras perspectivas…

Eu noto nos meus pensamentos esse processo acontecendo com frequência, e constantemente nos atendimentos com meus clientes, aparecem situações assim. É como se a gente quisesse “editar a vida” para deixar de experimentar algumas partes, aquelas partes que são difíceis pra gente, sabe?!

Você já teve a sensação de estar experimentando algo que não controla, pensando que não poderia ou deveria estar sentindo aquilo?

A questão aí é que, enquanto estamos envolvidos nesse esforço de edição para tentar apagar certas partes, não conseguimos agir em direção ao que é importante pra gente. Nesse sentido, talvez nosso desafio seja mudar a abordagem.

Pode ser útil perceber que essas partes que queremos editar possibilitam um amadurecimento que não aconteceria sem que ela estivesse ali. Nesse sentido, uma abordagem diferente pode promover nosso crescimento, tomada de perspectiva e a validação do que é importante pra gente. Compreender e aceitar que virão partes difíceis e indesejadas pode tornar esse processo um pouco mais aberto, flexível.

A gente nunca vai viver apenas o que quer. E isso não significa que nunca iremos viver o que queremos! Aí o pulo do gato: aprender a viver o que queremos enquanto lidamos com o que não está ao nosso alcance mudar.

Nosso pulo funciona, ok?!

Nem sempre há uma alternativa desejada, boa, aquela opção que resolve as coisas sem que algo nos incomode. Em muitos momentos precisaremos lidar com uma, duas, três possibilidades sem querer nenhuma delas.

O que você prefere: perder seu emprego, o casamento ou a saúde? Note que, nas opções que dei, provavelmente (pelo menos eu imagino) você não encontraria uma alternativa que satisfizesse você totalmente, porque abrir mão de algo importante para nós não é algo desejado.

E nós vivemos isso o tempo todo. Nós constantemente fazemos escolhas a partir de opções que não desejamos, e ainda assim, precisamos decidir o que fazer com a vida a partir delas.

A real é que não dá pra editar nossos dias. A vida é o que é, como é, quando é.

Como a gente pode viver diante disso? Um ponto que considero fundamental é observar se estamos esperando algo incrível, ou improvável, acontecer para, ENTÃO, vivermos em direção ao que importa. Queremos que esteja tudo perfeito para, daí, nos movimentarmos em direção à vida? Esse dia nunca chega não é?!

Como é a vida que está ao seu alcance viver? Quem está presente nas suas experiências? Em que lugares você vai? Que memórias você deseja construir enquanto lida com o que não está ao seu controle?

VAI VIVER! Viva a alegria, pelo tempo que ela durar, enquanto ela estiver enchendo teus pulmões de fôlego e vitalidade. Celebre os bons momentos ainda que não esteja tudo perfeito. Nunca vai estar.

Viva a tristeza de forma honesta, sabendo que logo ali, depois da esquina, um abraço apertado vai te lembrar de que a vida segue! E que logo ela será uma lembrança de um momento que passou.

Viva a esperança, não como uma negação da realidade, mas como uma resposta ao que, por hora, é incerto.

Bora viver em 2023!

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Aproveita pra ler os textos das minhas maravilhosas parceiras de blog: AmandaDallen e Sara.

Com carinho, Jonas Filho.

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