Tututi.

Crescer exige que aprendamos a lidar com o que permanece, para então, darmos novos caminhos e construirmos novas relações com essas partes de nossa vida.

O que o tempo cura.

O tempo não tem qualquer obrigação em dar conta da nossa vida. Cabe a nós a compreensão e a decisão acerca do que iremos fazer, no tempo que temos, para construir a história que dá sentido aos nossos dias.

Quando eu quis viver

A vida é muito dura, em muitos momentos e de muitas formas. E à medida que conseguimos aprender a acolher essas dores e dar a elas um lugar adequado em nossa história, vamos descobrindo que conseguimos sobreviver a elas.

Tá tudo estranho hoje.

Acho que é culpa do piloto automático, do fantasma da correria que não deixa a gente viver a vida com presença, nos faz baixar a guarda. Parece que a gente anda pra trás. Hoje senti orgulho de mim por comunicar à recepcionista da clínica veterinária que o filtro de água precisava ser limpo. Na minha mente, dizer isso deixaria eles envergonhados por terem deixado o filtro sujo e me faz sentir mal de dizer, mas eu sei que isso é um pensamento, e não a realidade, e ainda que fosse, o filtro está sujo, precisa ser limpo e avisar era algo bom a ser feito.

Insolúvel

Em muitos momentos da vida lidamos com questões que não cabem em nossas mãos. É como segurar uma porção de areia em um dia ventoso. Por mais firmes que sejam as mãos, elas não poderão impedir o vento de soprar.

Conversa

Uma conversa sincera pode ser dolorosa e também curativa. O que acontece quando a gente compartilha o que tem dentro de nós? O que muda nas nossas relações quando nosso pensamento passa a ter som, e ganha corpo nas palavras que colocamos no mundo?

Ninguém senta em duas cadeiras.

A gente vive numa constante busca de equilibrar os pratos da vida né? E a gente costuma pensar que equilíbrio é conseguir segurar vários pratinhos de uma vez. Ou sentar em duas cadeiras ao mesmo tempo. Mas olha, com base em minha vivência das últimas semanas eu te digo, o maior desafio não é equilibrar, esse é o nosso maior sonho, essa seria a escolha fácil, a de conseguir abraçar o mundo. O difícil está em de fato fazer uma escolha, em priorizar. E abdicar do outro lado. Deixar uns pratos caírem e aceitar as consequências disso.

Palavras

Nós corremos um grande risco de sermos guiados por certas “sentenças”, frases ditas em momentos marcantes de nossa história, que podem assumir uma posição norteadora em nossas escolhas. É como se elas estivessem dirigindo nossa vida enquanto permanecemos na carona. Elas podem nos levar para lugares muito diferentes daqueles que gostaríamos de ir.

ALGUÉM INTERDITA O ZAPZAP!

O triunfo do ZAP é uma realidade, então, temos que nos adaptar a ela. Isso é fato. Mas é justamente pra essa adaptação que coloco o meu holofote. Mil manobras e estratégias pra conviver com ele de uma forma minimamente saudável, mas a que custo? Estamos drenando a nossa saúde mental pra conseguir ter mais saúde mental.

Desculpas

O ponto é: nós conseguimos ter conosco o mesmo nível de compaixão, compreensão e aceitação que temos com outras pessoas? A gente consegue se perdoar e acolher quando erra ou falha em algo, tendo uma postura de gentileza, tal como fazemos com os outros? (Se é que fazemos isso né?!)… Ou a cobrança fica sozinha?