Maternidade real/oficial

A Day e eu nos conhecemos quando ela iniciou seu processo de Consultoria de Estilo e desde o início eu sabia que ia ser especial.

Day posando para foto vestindo um look monocromático em azul e colar vermelho, segurando sua filha Isa no colo

Como eu sabia? Bem, pra responder vou deixar escapar um autoelogio, não tem jeito… mas vamos lá: porque a Day pesquisou muito até encontrar uma profissional que se encaixasse nas suas demandas, expectativas e momento de vida. Quando ela me encontrou (viva a internet!) foi uma conexão quase que imediata.

De pronto, adaptei minha metodologia, visto que ela viajava muito a trabalho (essa moça conhece o mundo!). Compreendi seu contexto, seu tempo, sua profundidade e conseguimos concluir nossa jornada no maior tempo até agora (sim, Day, ninguém ainda quebrou seu recorde, hahaha!).

Quando fui à sua casa para a etapa de Montagem de Looks, conheci a pequena Isa. Que encanto de menina! Tinha menos de 02 anos e atirava pedrinhas no pátio contando até 05! (desculpe, mas como não tenho filhos, fico achando o máximo, um verdadeiro prodígio).

E eu pensei com meu botões que não devia ser fácil dar conta de uma carreira que se batalhou tanto para conquistar, com toda pressão envolvida AND dar atenção devida àquele serzinho único que me despertava vontade de sentar no chão e brincar junto.

Confesso que tinha a ideia de que ser mãe era ser meio Mulher Maravilha, cheia de superpoderes e coisa e tal… (sim, Day, eu romantizava os paranauês, exatamente como você desconstrói no texto). Mas aí… bom, aí eu já fiz uma introdução longa demais. Vou deixá-los com minha convidada e esse texto sensível e verdadeiro sobre maternidade real oficial.

Boa leitura!

Dallen.

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Eu sou mulher, sou feminina e sou maternal, assim, complexa e cheia de facetas como todos somos. Bem diferente da mãe imaculada – idealizada, portanto inexistente – que aparece quando pensamos em maternidade.

Sou mãe, feminina, mulher. Me confundo um pouco quando comemoro o dia das mães – sinto que celebro apenas uma parte de mim e … sou tantas outras!

Ser mãe é talvez o papel mais denso, o que requer mais maturidade, o mais demandante e onde eu contribuo mais para tornar esse um mundo melhor. Mas sou tantas outras!

Eu amo ler, conhecer outros mundos, amo me expressar através das minhas roupas, amo dançar, amo trabalhar, amo caminhar no mar, amo comer bem, amo namorar, amo receber minha família, amo bater papo com meus amigos.

E cada vez que eu me permito exercer esses amores eu me torno maior e mais inteira para ser a mãe da Isa. Assim tento (e é um tentar infinito, nunca sei se acerto) criá-la para que ela entenda que somos individuais e que, cuidando da gente, somos mais capazes de cuidar do outro. Que o mundo dela é o mundo mais importante pra mim e, dentre todos os eu’s que eu tenho, o maternal vai acolhê-la sempre e pra sempre.

Para nós aqui em casa o importante é estarmos satisfeitos, em paz e, para mim isso passa por trabalhar, me sentir útil, me desafiar intelectualmente.

Eu não sei se consigo conciliar a maternidade com minha carreira – especialmente neste apocalipse que estamos passando – eu tento ser suficientemente boa, e dizem os entendidos que isso já é bem bom pra criar uma criança com segurança.

Dizem que “pais felizes, crianças felizes” , eu acredito nisso e, por isso, me dedico a dar conta das minhas necessidades para que a Isa não pague essa conta. Mais ou menos como a máscara de oxigênio do avião: se eu não colocar primeiro em mim não vou sobreviver pra colocar nela.

Achei um poeminha da Cora Coralina que me ajuda um pouco aqui:

Aninha e suas pedras

Não te deixes destruir …

ajuntando novas pedras

e construindo novos poemas.

Recria tua vida sempre, sempre.

Remove as pedras e planta roseiras e faz doces.

Recomeça.

Faz da tua vida mesquinha

um poema.

E viverás no coração dos jovens

E na memória das gerações que hão de vir.

Esta fonte é para uso de todos os sedentos

Toma a tua parte

Vem a estas páginas

e não entraves seu uso

aos que têm sede.

E se posso me permitir desejar, eu quero muito que ela produza e que tenha orgulho da sua produção. Que brinque do que quiser brincar, sem distinção de gênero. Que se orgulhe da sua vaidade. Que faça suas escolhas respeitando seu estilo, que saiba se organizar financeiramente, que seja independente para fazer suas escolhas, que cuide de sua saúde, que tenha muitos amigos e, como toda a mulher, que ela possa estar aonde ela quiser.

Dayana Wollmeister

Mãe da Isa , ama de dois gatos, esposa do Alejandro, filha do Sérgio e da Rejane e gerente de melhoria no Mercado Livre .

@dwollmeister no Twitter

dayana.wollmeister no Linkedin e Instagram

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Visagismo não é um método,
mas uma forma de pensar.

Não é sobre verificar medidas de rosto e determinar, a partir daí, qual tipo de óculos ou cabelo se deve usar.
Não trabalhamos assim nesse guichê ;)

Então, com o quê você trabalha?

Trabalho com percepções: de você sobre você mesmo, dos outros em relação a você, de como você quer se sentir e se projetar daqui pra frente. Com a leitura visagista, conseguimos compreender melhor onde estão seus pontos fortes e aqueles que não precisam de tanto destaque. E através da linguagem visual, conseguimos externalizar na sua imagem todos esses pontos. 

Linguagem visual… quê isso?

Basicamente, é a forma de comunicação que enxergamos. Aqui, me apoio nos 05 elementos principais de design para dar vida ao que você quer comunicar: cor, linha, forma, volumes e texturas. 

Mas eu não sei o que eu quero comunicar!

Calma… Na leitura visagista – a primeiríssima parte do nosso processo – a gente já consegue mapear isso. Os traços do rosto e elementos sensoriais (olhos, boca, nariz, testa, dentição, etc), vão nos falar da essência, aquilo que não muda. A vida que você leva hoje (profissional, pessoal), além das dimensões corporais, comportamento não verbal, etc, vão falar das suas aspirações. Juntando ambos, deixamos mais claro o seu desejo de imagem, aquilo que você quer/pode comunicar nesse recorte da sua vida. 

E como é a entrega disso?

Em 03 encontros.

1º – Você fala, eu ouço (e anoto!): Tem tema de casa e solicitação de fotos nesse momento.

2º – Devolutiva I: apresento a parte que identifica seus traços faciais, temperamento e possíveis ruídos de imagem

3º – Devolutiva II: apresento as propostas e estratégia para alcançarmos seu objetivo

Observações:

É possível fazer todos os encontros 100% online. 

No espaço entre o 1º e o 2º encontro eu elaboro o dossiê e vamos nos falando nesse ínterim, caso eu precise de mais informações. 

Toda a apresentação traz imagens de referência para você ter mais claro os próximos passos. 

Quais são os próximos passos?

Colocar em prática o que você aprendeu e assimilou. Você vai fazer por si mesma/o, entretanto, conte comigo para:

Conversar com os profissionais que executarão as mudanças necessárias. Ex.: cabeleireiros, dermatologistas, esteticistas, etc.

Orientar suas compras por fotos (você me envia e conversamos), tendo sempre por parâmetro o seu dossiê. 

Mais perguntas

Essa é a sua consultoria completa agora?

Sim. À medida que fui estudando e me aprofundando no tema Imagem e Estilo, entendi que essa parte – que começa invariavelmente pelo rosto – é ainda muito negligenciada no mercado e também a que mais faz meu olho brilhar. Também entendi que quem compreende mais sobre si mesmo – informações que o Visagismo entrega – traduz melhor  na indumentária aquilo que quer comunicar. Testado e aprovado! 

Não. Já fiz muito, curti pra caramba, mas precisei escolher. Então, na forma como eu trabalho hoje, ensino você a comprar o que tem a ver consigo sob vários aspectos, você vai lá e faz. 

Não. Eu ensino a/o cliente a compreender seu estilo e a imagem que quer passar. A partir daí, olhar para o guarda-roupas com outros olhos e iniciar uma mudança é consequência. 

Quer a verdade? Nunca. Isso porque o processo de refletir sobre si mesma/o e buscar entender quais cores, corte de cabelo, formato de óculos, modelagem de roupas, etc, combina com o seu momento é (deveria ser) uma constante. Concorda? Mas sim, esse nosso processo juntas/os acaba depois do 3o encontro. Entretanto, podemos seguir aprendendo juntas/os nos outros processos que faço ou conteúdos que produzo nessa internet de meo deos…