Eu não Acredito em Evolução

Você já ouviu a frase: “estamos em constante evolução”? Ou aquelas bios: “evoluindo sempre”? Talvez eu inveje quem consiga escrever isso de si, já que eu, de mim mesma, não posso.

– Como assim, Dallen? Você está pior do que antes?

Nem uma coisa nem outra. Mas senta aqui, vou passar um café enquanto conversamos e eu tento me fazer entendida.

“Na biologia, Evolução é a mudança das características hereditárias de uma população de seres vivos de uma geração para outra. Este processo faz com que as populações de organismos mudem e se diversifiquem ao longo do tempo.” Fonte: Wikipédia

Sim, a evolução da espécie ao longo dos anos é real e comprovada cientificamente. Mas não é sobre essa evolução que eu me refiro. Então, a não ser que você esteja se referindo à biologia, a evolução humana “comportamental” não acompanha esse desenho aqui:

Quando eu era xóven, lá pelos vinte e poucos, acreditava numa transformação a partir daquilo que eu tinha como verdade, a MINHA :P. Escolhi até a faculdade que ia cursar (Quiropraxia) pensando romanticamente num mundo melhor. A bolha em que eu vivia me permitia fantasiar desse jeito, assim como a pouca vivência com bolhas diferentes da minha.

A ideia era simples: de que se eu me esforçasse para ser uma pessoa melhor, eu seria. Se eu fizesse algo para ser aceita, eu seria. Só que esse “esforço” e esse “algo” vinham sempre embalados num modelo pronto, numa fórmula praticamente infalível. E o desenrolar da vida me fez perceber que, opa, perae… eu não era aquela “Florzinha de Jesus” que havia pintado na minha cabeça. E essas coisas prontas não estavam funcionando pra mim.

Vou puxar um exemplo bastante controverso e atual: a política. Transcrevo uma partezinha de uma fala do professor Leandro Karnal sobre o tema:

“…a política não é uma linha reta e muito menos uma linha que sobe. Ela é cíclica. É equivocada a ideia de que a gente piora a cada ano, porque se fosse assim, desde o descobrimento do país a gente já estaria num patamar insuportável. A ideia da piora pode residir no fato de que nós vamos ficando velhos, e isso faz com que aqueles problemas que a gente sempre viu e que ainda não tenham solução pareçam insolucionáveis. Mas devemos lembrar que nenhum problema brasileiro está aí ha 02 ou ha 04 anos, muito pelo contrário…”

Repare na palavra “cíclica” ali.


Ciclo, giro, vai e volta. Não podemos dizer que está tudo ruim, mas também não dá pra afirmar que outrora foi melhor. Dá pra dizer que evoluímos como humanidade? Em muitos aspectos, sim. Por exemplo, hoje não se pode mais ofender livremente negros, gays, e mulheres como se fazia antigamente. Ainda há quem reclame que “está muito chato”, mas, vem cá, você preferiria o tempo em que isso era permitido? Fala sério… Um período onde se podia ofender eu espero que nunca volte! Não se trata de politicamente correto, mas de cidadania, e a cidadania inclui o respeito à diversidade. E vale lembrar que liberdade de expressão não é liberdade para ofender.

Há coisas que melhoram, outras que pioram em todas as fases. Assim eu entendi o funcionamento da minha vida. Um dia bastante empática, no outro vontade de ligar o f*da-se. Um dia estudiosa e focada, no outro… disciplina é o quê mesmo? No modo de pensar e agir da Dallen de antes e da Dallen de agora, há muita coisa para se aprofundar, limpar, podar, reparar… E sempre será assim. É nesse sentido que eu digo não acreditar em evolução.Pelo menos não do tipo gráfico subindo. Prefiro entender que somos cíclicos. Mas já que “não há o que não haja”, poderíamos aproveitar as lições que a vida já nos deu e tirar proveito delas, não é? Of course YES. Mas conseguimos fazer isso sempre? Of course NOT. Perfeitas, só as frases de efeito que a gente posta.

Veja bem, a intenção aqui não é apontar o caminho obscuro da mente e ficarmos deprimidos juntos, nops. Mas talvez – ó a Florzinha se manifestado – encarar o fato de que sim, existe um lado obscuro e feioso na minha essência e não necessariamente vou conseguir apagá-lo algum dia.

Não há receitas ou exorcismos milagrosos para se lidar com ele, mas o que sabemos é que existe também o caminho da lucidez, do bom senso, da humanidade ali, tudojuntomisturado. O que poderíamos nos perguntar é: como eu faço para prevalecer esse? E como eu faço para lidar melhor com aquele outro? A resposta, imagino, vai depender do background de vida de cada um, do que cada um tiver acumulado dentro de si como valor. Vamos repetir o mantra: não existe resposta pronta, ommmmm…

Acho que eu quis “causar” um pouco com essa sentença “eu não acredito em evolução”. No fundo, queria fazer pensar, mexer com a ideia de que vamos nos aperfeiçoando à medida em que o tempo passa. Não. Nem sempre. Mas preciso confessar que flerto com a ideia. Contudo, se se dar conta dessa nossa ambiguidade pode contar pontos na escalada da vida (olha eu metaforizando com escada e não com ciclo!) até daria o braço a torcer e admitiria que sim, estaríamos evoluindo.

O que você pensa sobre isso? Me conta aqui que o café segue quentinho.

Insights valiosos sobre moda e comportamento

Deixe seu nome e e-mail e ganhe acesso ao podcast PÍLULAS DE ESTILO

14 episódios curtinhos pra você praticar estilo na sua rotina!

Utilizamos cookies para melhorar a sua experiência de navegação, personalizar conteúdos e anúncios, fornecer funcionalidades de redes sociais e analisar o tráfego do site.

Ao clicar em “Aceitar todos”, você concorda com o uso de todos os cookies.

Visagismo não é um método,
mas uma forma de pensar.

Não é sobre verificar medidas de rosto e determinar, a partir daí, qual tipo de óculos ou cabelo se deve usar.
Não trabalhamos assim nesse guichê ;)

Então, com o quê você trabalha?

Trabalho com percepções: de você sobre você mesmo, dos outros em relação a você, de como você quer se sentir e se projetar daqui pra frente. Com a leitura visagista, conseguimos compreender melhor onde estão seus pontos fortes e aqueles que não precisam de tanto destaque. E através da linguagem visual, conseguimos externalizar na sua imagem todos esses pontos. 

Linguagem visual… quê isso?

Basicamente, é a forma de comunicação que enxergamos. Aqui, me apoio nos 05 elementos principais de design para dar vida ao que você quer comunicar: cor, linha, forma, volumes e texturas. 

Mas eu não sei o que eu quero comunicar!

Calma… Na leitura visagista – a primeiríssima parte do nosso processo – a gente já consegue mapear isso. Os traços do rosto e elementos sensoriais (olhos, boca, nariz, testa, dentição, etc), vão nos falar da essência, aquilo que não muda. A vida que você leva hoje (profissional, pessoal), além das dimensões corporais, comportamento não verbal, etc, vão falar das suas aspirações. Juntando ambos, deixamos mais claro o seu desejo de imagem, aquilo que você quer/pode comunicar nesse recorte da sua vida. 

E como é a entrega disso?

Em 03 encontros.

1º – Você fala, eu ouço (e anoto!): Tem tema de casa e solicitação de fotos nesse momento.

2º – Devolutiva I: apresento a parte que identifica seus traços faciais, temperamento e possíveis ruídos de imagem

3º – Devolutiva II: apresento as propostas e estratégia para alcançarmos seu objetivo

Observações:

É possível fazer todos os encontros 100% online. 

No espaço entre o 1º e o 2º encontro eu elaboro o dossiê e vamos nos falando nesse ínterim, caso eu precise de mais informações. 

Toda a apresentação traz imagens de referência para você ter mais claro os próximos passos. 

Quais são os próximos passos?

Colocar em prática o que você aprendeu e assimilou. Você vai fazer por si mesma/o, entretanto, conte comigo para:

Conversar com os profissionais que executarão as mudanças necessárias. Ex.: cabeleireiros, dermatologistas, esteticistas, etc.

Orientar suas compras por fotos (você me envia e conversamos), tendo sempre por parâmetro o seu dossiê. 

Mais perguntas

Essa é a sua consultoria completa agora?

Sim. À medida que fui estudando e me aprofundando no tema Imagem e Estilo, entendi que essa parte – que começa invariavelmente pelo rosto – é ainda muito negligenciada no mercado e também a que mais faz meu olho brilhar. Também entendi que quem compreende mais sobre si mesmo – informações que o Visagismo entrega – traduz melhor  na indumentária aquilo que quer comunicar. Testado e aprovado! 

Não. Já fiz muito, curti pra caramba, mas precisei escolher. Então, na forma como eu trabalho hoje, ensino você a comprar o que tem a ver consigo sob vários aspectos, você vai lá e faz. 

Não. Eu ensino a/o cliente a compreender seu estilo e a imagem que quer passar. A partir daí, olhar para o guarda-roupas com outros olhos e iniciar uma mudança é consequência. 

Quer a verdade? Nunca. Isso porque o processo de refletir sobre si mesma/o e buscar entender quais cores, corte de cabelo, formato de óculos, modelagem de roupas, etc, combina com o seu momento é (deveria ser) uma constante. Concorda? Mas sim, esse nosso processo juntas/os acaba depois do 3o encontro. Entretanto, podemos seguir aprendendo juntas/os nos outros processos que faço ou conteúdos que produzo nessa internet de meo deos…