Masculino e oversized: uma ideia

Desde que a Dallen e eu nos tornamos amigos, volta e meia ela comenta sobre meu estilo oversized elogiando meu jeito livre de vestir. Só que quando ela pediu: “conta um pouquinho como é o seu processo criativo no vestir”, pensei: “nem eu sei” kkk… mas me fez pensar, gostei do exercício.

Vou contar sobre como as coisas vão se encaixando naturalmente.

Durante minha adolescência, sempre me achei magro demais, não gostava, e sentia que roupas mais justas me davam um certo conforto visual.

No entanto, com o tempo, fui aceitando meu biotipo e entendendo que meu corpo é bonito da forma que é. Isso me permitiu incorporar peças mais amplas e desconstruídas ao meu estilo, me dando mais liberdade e, acredito, mais autenticidade.

Até mantenho algumas calças mais ajustadas, mas já não consigo usar, prefiro as peças mais soltas.

“Tá, mas onde encontrar peças masculinas com esse shape amplo?”
Todas as imagens: acervo pessoal Éder Ésses

Aqui está, talvez, uma ideia nova para alguns: no setor feminino. Hoje em dia, muitas marcas têm reinventado o formato das peças, com cortes mais amplos e fluidos, por isso, consigo transitar facilmente entre o universo feminino e masculino. Às vezes, pego uma peça feminina com uma numeração maior e ela se encaixa perfeitamente no caimento e estilo que imaginei.

“E você acha que todos os homens conseguem fazer isso?”.  Eu acho que tem muitas variáveis aí: estilo, gosto, acesso… Mas acredito que estamos em um processo de desconstrução. Muitos homens têm receio de usar roupas consideradas “femininas” porque temem o que a “sociedade” vai pensar.  Mas eu, pessoalmente, não tenho esse bloqueio. Pra você ter uma ideia, 80% do meu guarda-roupa é composto por roupas femininas e eu amo isso.














































“Ah, Éder, mas você trabalhar com uma marca de roupas femininas facilita o processo!”. Olha, pode até ser, até porque sou apaixonado pelas roupas da marca em que trabalho, porém, nunca tive problema em entrar em lojas como Zara, por exemplo, e escolher o que me agrada, sem me importar com rótulos.

Até a parte de cima do meu pijama listrado – feminino! kkk –  já usei várias vezes para tomar café num sábado de manhã. Jogo uma calça jeans combinando com uma sandália mais despojada e um acessório bacana. É isso, você pode pegar algo simples e transformar num look interessante.

No fim das contas, meu processo criativo no vestir é, acima de tudo, sobre se sentir bem comigo mesmo. É brincar com as possibilidades que a moda oferece e encontrar o que faz sentido pra mim.

E aí, Dallen, consegui inspirar alguém a espiar a seção vizinha? ;P 

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Visagismo não é um método,
mas uma forma de pensar.

Não é sobre verificar medidas de rosto e determinar, a partir daí, qual tipo de óculos ou cabelo se deve usar.
Não trabalhamos assim nesse guichê ;)

Então, com o quê você trabalha?

Trabalho com percepções: de você sobre você mesmo, dos outros em relação a você, de como você quer se sentir e se projetar daqui pra frente. Com a leitura visagista, conseguimos compreender melhor onde estão seus pontos fortes e aqueles que não precisam de tanto destaque. E através da linguagem visual, conseguimos externalizar na sua imagem todos esses pontos. 

Linguagem visual… quê isso?

Basicamente, é a forma de comunicação que enxergamos. Aqui, me apoio nos 05 elementos principais de design para dar vida ao que você quer comunicar: cor, linha, forma, volumes e texturas. 

Mas eu não sei o que eu quero comunicar!

Calma… Na leitura visagista – a primeiríssima parte do nosso processo – a gente já consegue mapear isso. Os traços do rosto e elementos sensoriais (olhos, boca, nariz, testa, dentição, etc), vão nos falar da essência, aquilo que não muda. A vida que você leva hoje (profissional, pessoal), além das dimensões corporais, comportamento não verbal, etc, vão falar das suas aspirações. Juntando ambos, deixamos mais claro o seu desejo de imagem, aquilo que você quer/pode comunicar nesse recorte da sua vida. 

E como é a entrega disso?

Em 03 encontros.

1º – Você fala, eu ouço (e anoto!): Tem tema de casa e solicitação de fotos nesse momento.

2º – Devolutiva I: apresento a parte que identifica seus traços faciais, temperamento e possíveis ruídos de imagem

3º – Devolutiva II: apresento as propostas e estratégia para alcançarmos seu objetivo

Observações:

É possível fazer todos os encontros 100% online. 

No espaço entre o 1º e o 2º encontro eu elaboro o dossiê e vamos nos falando nesse ínterim, caso eu precise de mais informações. 

Toda a apresentação traz imagens de referência para você ter mais claro os próximos passos. 

Quais são os próximos passos?

Colocar em prática o que você aprendeu e assimilou. Você vai fazer por si mesma/o, entretanto, conte comigo para:

Conversar com os profissionais que executarão as mudanças necessárias. Ex.: cabeleireiros, dermatologistas, esteticistas, etc.

Orientar suas compras por fotos (você me envia e conversamos), tendo sempre por parâmetro o seu dossiê. 

Mais perguntas

Essa é a sua consultoria completa agora?

Sim. À medida que fui estudando e me aprofundando no tema Imagem e Estilo, entendi que essa parte – que começa invariavelmente pelo rosto – é ainda muito negligenciada no mercado e também a que mais faz meu olho brilhar. Também entendi que quem compreende mais sobre si mesmo – informações que o Visagismo entrega – traduz melhor  na indumentária aquilo que quer comunicar. Testado e aprovado! 

Não. Já fiz muito, curti pra caramba, mas precisei escolher. Então, na forma como eu trabalho hoje, ensino você a comprar o que tem a ver consigo sob vários aspectos, você vai lá e faz. 

Não. Eu ensino a/o cliente a compreender seu estilo e a imagem que quer passar. A partir daí, olhar para o guarda-roupas com outros olhos e iniciar uma mudança é consequência. 

Quer a verdade? Nunca. Isso porque o processo de refletir sobre si mesma/o e buscar entender quais cores, corte de cabelo, formato de óculos, modelagem de roupas, etc, combina com o seu momento é (deveria ser) uma constante. Concorda? Mas sim, esse nosso processo juntas/os acaba depois do 3o encontro. Entretanto, podemos seguir aprendendo juntas/os nos outros processos que faço ou conteúdos que produzo nessa internet de meo deos…