
Alerta de gatilho 1: esse texto pode fazer você parar tudo o que está fazendo agora e procurar a resposta a essa pergunta na sua própria vida. Alerta de gatilho 2: pode ser que você se fruste um pouco se não encontrar clareza para essa resposta. Quer continuar mesmo assim? Bora!
Na abertura do 2º episódio do The BLOG Project, Nina, Amanda e eu trouxemos a definição de autenticidade da Brene Brown (sorry Brene, you´re perfect!) que é a seguinte:
“Autenticidade é a prática diária de abandonar quem nós pensamos que devemos ser e assumir quem somos.”
Isso é tão lindo, né? Porque, puxa vida, a gente chega a ficar em êxtase quando ouve uma pessoa autêntica falando, se expressando, vivendo. Sabe aquela sensação de ver escrito exatamente o que você pensava – ou nem sabia que pensava – e jamais conseguiu expressar? Uma delícia! E aquela palestra cujo orador fala de modo tão lúcido, tão coerente que te fazer aplaudir de pé – ou, como é mais comum nos nossos dias, voltando o vídeo várias vezes para ouvir de novo?
Quando a gente percebe alguém sendo ele mesmo, geralmente não sabemos explicar porquês, mas “sentimos” que essa pessoa é autêntica e isso nos faz querer desfrutar mais de sua companhia, de seus conselhos, de sua vida. Por isso é tão lindo! Em contrapartida, os termos “prática diária”, “abandono” e “dever” podem soar muito assustadores. Você também acha?
Praticar algo diariamente vai fazer esse algo incorporar no seu estilo de vida. Não é pontual, é todo santo dia. O que é que você faz todo santo dia? Vai à academia, assiste uma série, come salada, pede sobremesa?
A Brene sugere que a gente inclua na nossa lista de afazeres diários, seja ela qual for, a autenticidade. Todo dia. E aí vêm as outras 02 palavras que dão arrepios: abandono e dever. No #theBLO (queria fazer esse apelido pegar, kkk) a gente discorreu bastante sobre isso e surgiu uma espécie de alento para a sensação de que todo o dia seria um fardo pesado demais. Eis a ideia: não se É autêntico, se ESTÁ. Percebeu a diferença?
Quando a gente pratica algo, erramos muito no início, mas o tempo vai nos deixando mais afiados, mais competentes, mais assertivos. E essas são sensações muito prazerosas que trazem consigo bons desdobramentos nas voltas que a vida dá. Pronto, já dissipamos aqui o peso implícito na palavra dever.
E o abandono?
Voltemos ao conceito de autenticidade: “…é a prática diária de abandonar quem nós
pensamos que devemos ser e assumir quem somos.” Esse “quem nós pensamos que devemos ser” eu entendo como sendo uma espécie de zona de conforto da alma, um lugar quentinho de respostas mais ou menos prontas, mais ou menos matéria dada. É a voz que te diz como você deve se portar, como deve (se deve) se expressar, como precisa pensar, vestir e por aí vai.

Sociedade? Família? Trabalho? Casamento? Maternidade? Tudo junto e mais o que você quiser incluir. Entretanto, a autenticidade se manifesta em nós e no que fazemos quando apertamos o botão “alerta” na nossa mente e passamos a questionar o que está posto.
Dá pano pra manga esse tema, hein? Mas respira aí e segue a thread que tou quase acabando, embora não esteja concluindo ;P
Lembro direitinho (não a data, mas o tormento interno) quando comecei a questionar os pressupostos que eu mesma defendia e tinham ver com conceitos religiosos. De repente, tudo tinha virado na minha cabeça. Tá, não foi de repente, foi fruto de uma jornada curiosa e sincera que, de certo modo, sempre andou em paralelo com aquela crença inicial. Mas foi isso, me peguei saindo do lugar quentinho das respostas prontas e passei a dar lugar ao que eu pensava pela minha própria cabeça (ok, minha e de outros tantos pensadores de que me inteirei).
Eu não sabia, mas abandonar a Dallen que eu havia sido até então para dar lugar a essa que vos escreve tinha a ver com autenticidade.
Se estive certa ou errada pouco importa. A questão é: somos nós que estamos vivendo a vida ou é apenas o reflexo pálido do que se espera de nós?
O que é preciso então para se conseguir viver de forma autêntica além de prática diária? Eu diria, modestamente pensando aqui com meu botões, que seria clareza na última parte do conceito: assumir quem somos. É isso, coloque holofote nisso, empenhe-se em descobrir seus valores, o que te move, o que te impede, o que você espera, o que você detesta, o que você ama… Não é só sobre a sua formação, atividade profissional ou aparência… é tanto mais…

Tá aqui o gatilho número 2 que alertei no início… Mas ó, posso te dizer que a clareza sobre seus valores vem com o tempo. Então inicie hoje. Inicie agora. Por aqui, seguimos juntxs nesse processo.
Beijo,
Dallen.
(convite: clica aqui pra seguir nessa vibe: The BLOG Project: quanto custa sua autenticidade?)






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m5hith