Uma das frases que mais ouvi da minha terapeuta certamente foi: “Isso é pensamento!”
Parece uma coisa boba mas repare quantas vezes por dia tu se deixa levar (pode ser pro bem e pro mal rs) por pensamentos que passam pela tua cabeça. Seja matutando alguma situação hipotética ou relembrando uma discussão em que você poderia ter dito aquilo de outra forma.

Racionalizar foi certamente um dos aprendizados mais valiosos da terapia pois além de questionar se aquilo é ou não um fato e poder me reorganizar a partir daí (quem é ansioso nível expert sabe o quanto um pensamento pode dar taquicardia rs), é um ótimo exercício de presença e percepção daquilo que estamos sentido. A gente pensa merda o tempo todo sim e muitas vezes nos culpamos por certos pensamentos. Inclusive, NEM NOS AUTORIZAMOS a reconhecer aquilo que parece ser um absurdo de ser pensado.
Recentemente tive a experiência de gravar um vídeo em formato de bate-papo (que certamente alguns de vocês que nos lêem aqui já assistiram) onde precisei me expor e me expressar numa situação que pra mim foi um grande desafio. Não pelo que eu dizia mas pela situação em si, estar sendo gravada e preocupada demais em como eu iria me sair somada à pouca preparação me fez demorar para me soltar e sinceramente, parecia que todo meu vocabulário angariado em 26 anos de vivência desaparecia. Me sentia um neanderthal conversando com duas apresentadoras do GNT. Juro pra vocês.

Cenas reais de uma fala minha no nosso vídeo “Quanto custa a sua autenticidade?”
Certamente o fluxo de pensamentos atrapalhou o momento mas o pós foi ainda mais difícil pra mim. Ao ver nosso conteúdo gravado, sem edição, pensei tanta coisa: que minha dicção era horrível, que eu deveria ter ensaiado 2 semanas antes tudo que eu iria dizer, que a Dallen e a Nina iam se arrepender de ter me chamado pro projeto, que as pessoas iam ver o vídeo e rir de mim. “Alá a ridícula, sabe nem falar!” kkkkkkkk Perceba que tenho certa inclinação à pensamentos negativos. rsrsrs

Mais uma cena real minha, agora pós gravação do vídeo
Conversar com as gurias foi essencial e claro, ao longo dos dias fiz o exercício de respirar e lembrar que era a primeira vez que eu estava fazendo aquilo e que é ÓBVIO que teriam pontos a trabalhar! Isso faz parte, né? A edição depois ajudou muito a melhorar minha percepção e até a gostar do resultado. Isso não quer dizer que fiquei cega de amores e que achei perfeito. Ao meu ver, ignorar, tentar se distrair ou ficar se martirizando por conta daqueles pensamentos iniciais não é o caminho ideal, é através deles que tento compreender o que quero fazer diferente para a próxima vez.
Falando assim parece fácil e instantâneo mas saiba que era mais pra algo tipo: estar lavando o cabelo no banho e vinha aquele pensamento de “MEU DEUS DO CÉU QUE BOSTA DE FALA FOI AQUELA?” e aí a gente acolhe e faz esse redirecionamento.

e não se esqueça de respirar
Trabalhar essa relação de leveza com os pensamentos me rendeu também uma espécie de combustível para minha criatividade. Muitas das minhas ideias de escrita e necessidade de expressão vem de pensamentos absurdos ou tristes. Gosto de trazer esse traço até como parte da minha narrativa e por quê não uma forma de tocar as pessoas? Seja fazendo elas rirem ou causando certo desconforto. Pra mim traz sensação de alívio.
Quais emoções teus pensamentos te causam? Como tu costuma lidar com isso? Adoraria ler teu relato e ponto de vista a respeito desse assunto. Pode compartilhar nos comentários ou inbox! <3
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