Criatividade, ativar!

Não tenho orgulho da minha falta de atenção às datas de provas e entregas de trabalho na época da facul, mas gosto do desfecho que consegui dar a esse episódio.

Lá pelo ano 2002, disciplina de português, turno da noite, cheguei na aula e simplesmente era o dia da apresentação de um trabalho importante para a nota final. Era individual e exigia algo físico para ilustrar a apresentação. Meus olhos percorreram as mesas dos colegas: cartolinas, pôsteres, recortes, maquetes… Eu mal tinha levado o próprio corpo, cansado já do 3º turno. Meio que me apavorei. Lamentei não me chamar Zallen naquele momento, já que a profe estava seguindo a ordem alfabética. “Pelo menos li o livro todo”, pensei.

Minha vez seria após o intervalo e então veio o insight.

Aproveitei a sala quase vazia, o enorme quadro negro à minha frente e aquela caixa de giz colorido sobre a mesa (crianças, depois a tia explica o que é essa tecnologia), e comecei a desenhar bem grande a capa do livro – uma menina sentada na escada – preenchendo boa parte do quadro, deixando de propósito algumas partes por fazer.

Quando a geral chegou eu já estava em pé lá na frente, aparentando tranquilidade.

– Sua vez! – disse a profe.

Comecei a contar a história do livro ao mesmo tempo que ia preenchendo o desenho no quadro. Deixei por último os olhos da menina, culminando com minha ideia sobre a relação da história com o título. O livro era “Um outro olhar”, de Charles Kiefer.

Fui ovacionada. Tirei 10.

Mas por quê eu trouxe esse causo?

Num dos exercícios que a gente precisou fazer quando estudávamos AUTENTICIDADE para o The BLOG Project, a Nina pediu que a gente elencasse 03 valores que fossem essenciais para nossa vida e negócio. Foi um exercício e tanto! Além de escolher (apenas) 03, precisávamos descrever o conceito de cada um, pensar naquilo que sustentava a ideia de que eles nos eram essenciais e ainda, o que ia contra essa mesma ideia.

Olha… não foi bolinho, não, contudo, foi um dos reviews mais sensacionais que já fiz.

Um desses valores é a criatividade.

Para mim, criatividade representa um fôlego, um renovo, um construir de caminho. Não é inventar por inventar. Sabe montagem de looks, pintar uma tela ou ser inventiva na cozinha? Não é sobre isso. É sobre encontrar uma solução interessante, sentir que estou fazendo algo de valor, e que, de preferência, eu consiga validar no outro, tocar a vida de alguém.

Recentemente (29/11/21, pra ser bem exata), fui citada numa palestra presencial para 80 pessoas pelo trabalho que desenvolvia no TAG de LUX*, como exemplo de que é possível se vestir bem sem gastar os tubos se souber os segredos do garimpo second hand. Achei fofo, achei lindo, afinal, já fazem 02 anos que encerrei as atividades como loja física. Mas fomos um marco. E criei o TAG de LUX do zero.

Como se deu isso, acordei um dia e pensei: “vou criar esse lance ae!”? Não. Foi acontecendo, como se eu simplesmente quisesse encontrar soluções para os dilemas que me ocorriam.

O fato é que nem sempre “sinto” esse valor no modo ON.

Não me vejo criativa, por exemplo, quando tento imitar algo em alguém porque achei legal. Sem passar pelo meu crivo de valores, eu soo como uma cópia barata.

Também me sinto menos criativa quando caio no conto de “olhar para o mercado e ver o que ele está querendo para então oferecer isso”. Para mim é muito natural NÃO fazer assim. Não busco primeiro inspiração no mercado (pessoas ou profissionais que fazem o mesmo que eu faço), busco nas referências que armazenei e desenvolvi ao longo da minha história. Me sinto criativa assim. Mas às vezes eu caio. Geralmente quando a grana fica curta e eu preciso encontrar uma solução rápida…

Já que 2022 está logo aí, achei uma boa ideia trazer isso pra te instigar a pensar sobre seus valores. Quais são eles, você já os reconheceu na sua vida? Já pensou no que os justifica perto de si e o que faz eles se afastarem de você?

Pressinto resgate de boas histórias! Pode contar também, sou toda ouvidos.

Beijo,

Dallen.

*O TAG foi um conceito novo de viver e vestir a moda sustentável na minha região durante quase 09 anos.

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Visagismo não é um método,
mas uma forma de pensar.

Não é sobre verificar medidas de rosto e determinar, a partir daí, qual tipo de óculos ou cabelo se deve usar.
Não trabalhamos assim nesse guichê ;)

Então, com o quê você trabalha?

Trabalho com percepções: de você sobre você mesmo, dos outros em relação a você, de como você quer se sentir e se projetar daqui pra frente. Com a leitura visagista, conseguimos compreender melhor onde estão seus pontos fortes e aqueles que não precisam de tanto destaque. E através da linguagem visual, conseguimos externalizar na sua imagem todos esses pontos. 

Linguagem visual… quê isso?

Basicamente, é a forma de comunicação que enxergamos. Aqui, me apoio nos 05 elementos principais de design para dar vida ao que você quer comunicar: cor, linha, forma, volumes e texturas. 

Mas eu não sei o que eu quero comunicar!

Calma… Na leitura visagista – a primeiríssima parte do nosso processo – a gente já consegue mapear isso. Os traços do rosto e elementos sensoriais (olhos, boca, nariz, testa, dentição, etc), vão nos falar da essência, aquilo que não muda. A vida que você leva hoje (profissional, pessoal), além das dimensões corporais, comportamento não verbal, etc, vão falar das suas aspirações. Juntando ambos, deixamos mais claro o seu desejo de imagem, aquilo que você quer/pode comunicar nesse recorte da sua vida. 

E como é a entrega disso?

Em 03 encontros.

1º – Você fala, eu ouço (e anoto!): Tem tema de casa e solicitação de fotos nesse momento.

2º – Devolutiva I: apresento a parte que identifica seus traços faciais, temperamento e possíveis ruídos de imagem

3º – Devolutiva II: apresento as propostas e estratégia para alcançarmos seu objetivo

Observações:

É possível fazer todos os encontros 100% online. 

No espaço entre o 1º e o 2º encontro eu elaboro o dossiê e vamos nos falando nesse ínterim, caso eu precise de mais informações. 

Toda a apresentação traz imagens de referência para você ter mais claro os próximos passos. 

Quais são os próximos passos?

Colocar em prática o que você aprendeu e assimilou. Você vai fazer por si mesma/o, entretanto, conte comigo para:

Conversar com os profissionais que executarão as mudanças necessárias. Ex.: cabeleireiros, dermatologistas, esteticistas, etc.

Orientar suas compras por fotos (você me envia e conversamos), tendo sempre por parâmetro o seu dossiê. 

Mais perguntas

Essa é a sua consultoria completa agora?

Sim. À medida que fui estudando e me aprofundando no tema Imagem e Estilo, entendi que essa parte – que começa invariavelmente pelo rosto – é ainda muito negligenciada no mercado e também a que mais faz meu olho brilhar. Também entendi que quem compreende mais sobre si mesmo – informações que o Visagismo entrega – traduz melhor  na indumentária aquilo que quer comunicar. Testado e aprovado! 

Não. Já fiz muito, curti pra caramba, mas precisei escolher. Então, na forma como eu trabalho hoje, ensino você a comprar o que tem a ver consigo sob vários aspectos, você vai lá e faz. 

Não. Eu ensino a/o cliente a compreender seu estilo e a imagem que quer passar. A partir daí, olhar para o guarda-roupas com outros olhos e iniciar uma mudança é consequência. 

Quer a verdade? Nunca. Isso porque o processo de refletir sobre si mesma/o e buscar entender quais cores, corte de cabelo, formato de óculos, modelagem de roupas, etc, combina com o seu momento é (deveria ser) uma constante. Concorda? Mas sim, esse nosso processo juntas/os acaba depois do 3o encontro. Entretanto, podemos seguir aprendendo juntas/os nos outros processos que faço ou conteúdos que produzo nessa internet de meo deos…