ALGUÉM INTERDITA O ZAPZAP!

Como foi que, em sã consciência (se é que estava sã), alguém achou que seria uma ótima ideia acabar com último resquício de limites que a gente tinha entre uns e outros?

Muito pior do que uma ligação do nada: uma mensagem de “oi, tudo?”, seguida OU NÃO de uma demanda, por um canal que fica na palminha da mão, onde você não tem a opção de não receber, é explanado que está online, quando foi visto por último e em alguns casos, aquele azulzinho maldito entrega que você já abriu a mensagem.

Na boa, as pessoas não deveriam ter tamanho poder em suas mãos. Mesmo que elas digam: “por favor, não precisa responder agora tá, mandei só pra não esquecer”. Já era, o estímulo já foi feito, a demanda já foi gerada e o local na mente ocupado.

Eu sei que o problema maior são as pessoas e não os aplicativos em si, mas assim, o ser humano se adapta né? Então como é que Deus deu asa a cobra desse jeito? Tinham me dito que ele não dava! Se antes a gente precisava ligar e deixava pra fazer isso só em caso de real necessidade, marcava um café pra desabafar ou compartilhar o que andava acontecendo na vida e anotava num caderninho o que precisava lembrar, agora a gente passou a viver 24 horas por dia com as pessoas, elas estão sempre ali. Sempre ali mandando um bom dia, perguntando alguma coisa, lançando informações como se fossem ao vento.

É como se você estivesse fazendo uma prova na escola e a cada 5 minutos um colega de dá um cutucão. Eventualmente você acaba quebrando o dedo desse coleguinha, é só questão de tempo.

Numa segunda-feira qualquer, após abrir o WhatsApp.

Olha o trabalho imenso que a gente precisou fazer, muitas vezes em terapia, pra lidar com esse tipo de coisa! Eu, pelo menos, precisei treinar minha cabeça pra entender que os contatos e demandas pelo WhatsApp chegariam e que, urgentes ou não, eu precisaria encontrar formas de acomodar essas pequenas beliscadas que meu cérebro ficaria recebendo 24 horas por dia. Modo avião quando precisasse focar 100%, tirar notificações, ignorar mensagens que muitas vezes se perderiam no vácuo e ficar em paz com isso. Mesmo que em ambos os lados reajustemos as expectativas, eu acho tudo isso cansativo demais.

O triunfo do ZAP é uma realidade, então, temos que nos adaptar a ela. Isso é fato. Mas é justamente pra essa adaptação que coloco o meu holofote. Mil manobras e estratégias pra conviver com ele de uma forma minimamente saudável, mas a que custo? Estamos drenando a nossa saúde mental pra conseguir ter mais saúde mental.

Talvez você me diga que só um aplicativo e se quiser, a gente só deleta, exclui da vida. Mas isso é meio surreal, vamos combinar? É tipo decidir que só vai trabalhar sábados e domingos e durante a semana não vai resolver nada. Não é funcional se você minimamente depende de alguma forma de outras pessoas e seus trabalhos.

Nesse exato momento estou me sentindo uma rabugenta que odeia seres humanos, mas juro que o exagero aqui na hora de descrever o que considero um problema se faz necessário pra que coloquemos atenção nisso. Considero inadmissível pedirmos desculpas por não terem respondido uma mensagem que invadiu a nossa tela, em meio a outras 10 mensagens que também invadiram nossa tela, num momento em que estávamos com a cabeça focada em outra coisa e com outras pendências a serem resolvidas na lista de tarefas do dia.

E mesmo os pontos positivos dessa tecnologia como: facilitar a comunicação, aproximar e permitir darmos muitas risadas com figurinhas e memes, não podemos relativizar o quanto esse aplicativo tá deixando o povo dodói.

Espero que você continue me amando e me lendo após esse texto e não pense que sou um ser humano horrível que odeia pessoas e que não quer receber sua mensagem no WhatsApp, afinal eu gosto muito de agradar, esse é meu funcionamento base, mas a vezes preciso quebrá-lo para verbalizar algo que está explodindo pra fora de mim e fazer o famoso advogado do diabo. No fundo eu sei que muita gente vai ler isso e pensar: SIM?! PELO AMOR DE DEUS, SIM! Que é mais ou menos o que acontece quando a gente percebe que não tá sozinho nesse barco chamado vida.

Então, por mim e por você, alguém precisa interditar o ZAPZAP.

Qual o sentimento o aplicativo da bolinha verde desperta em você? 🤐

Vamos conversar mais? Estou no @amandabaronio te esperando!

Insights valiosos sobre moda e comportamento

Deixe seu nome e e-mail e ganhe acesso ao podcast PÍLULAS DE ESTILO

14 episódios curtinhos pra você praticar estilo na sua rotina!

Utilizamos cookies para melhorar a sua experiência de navegação, personalizar conteúdos e anúncios, fornecer funcionalidades de redes sociais e analisar o tráfego do site.

Ao clicar em “Aceitar todos”, você concorda com o uso de todos os cookies.

Visagismo não é um método,
mas uma forma de pensar.

Não é sobre verificar medidas de rosto e determinar, a partir daí, qual tipo de óculos ou cabelo se deve usar.
Não trabalhamos assim nesse guichê ;)

Então, com o quê você trabalha?

Trabalho com percepções: de você sobre você mesmo, dos outros em relação a você, de como você quer se sentir e se projetar daqui pra frente. Com a leitura visagista, conseguimos compreender melhor onde estão seus pontos fortes e aqueles que não precisam de tanto destaque. E através da linguagem visual, conseguimos externalizar na sua imagem todos esses pontos. 

Linguagem visual… quê isso?

Basicamente, é a forma de comunicação que enxergamos. Aqui, me apoio nos 05 elementos principais de design para dar vida ao que você quer comunicar: cor, linha, forma, volumes e texturas. 

Mas eu não sei o que eu quero comunicar!

Calma… Na leitura visagista – a primeiríssima parte do nosso processo – a gente já consegue mapear isso. Os traços do rosto e elementos sensoriais (olhos, boca, nariz, testa, dentição, etc), vão nos falar da essência, aquilo que não muda. A vida que você leva hoje (profissional, pessoal), além das dimensões corporais, comportamento não verbal, etc, vão falar das suas aspirações. Juntando ambos, deixamos mais claro o seu desejo de imagem, aquilo que você quer/pode comunicar nesse recorte da sua vida. 

E como é a entrega disso?

Em 03 encontros.

1º – Você fala, eu ouço (e anoto!): Tem tema de casa e solicitação de fotos nesse momento.

2º – Devolutiva I: apresento a parte que identifica seus traços faciais, temperamento e possíveis ruídos de imagem

3º – Devolutiva II: apresento as propostas e estratégia para alcançarmos seu objetivo

Observações:

É possível fazer todos os encontros 100% online. 

No espaço entre o 1º e o 2º encontro eu elaboro o dossiê e vamos nos falando nesse ínterim, caso eu precise de mais informações. 

Toda a apresentação traz imagens de referência para você ter mais claro os próximos passos. 

Quais são os próximos passos?

Colocar em prática o que você aprendeu e assimilou. Você vai fazer por si mesma/o, entretanto, conte comigo para:

Conversar com os profissionais que executarão as mudanças necessárias. Ex.: cabeleireiros, dermatologistas, esteticistas, etc.

Orientar suas compras por fotos (você me envia e conversamos), tendo sempre por parâmetro o seu dossiê. 

Mais perguntas

Essa é a sua consultoria completa agora?

Sim. À medida que fui estudando e me aprofundando no tema Imagem e Estilo, entendi que essa parte – que começa invariavelmente pelo rosto – é ainda muito negligenciada no mercado e também a que mais faz meu olho brilhar. Também entendi que quem compreende mais sobre si mesmo – informações que o Visagismo entrega – traduz melhor  na indumentária aquilo que quer comunicar. Testado e aprovado! 

Não. Já fiz muito, curti pra caramba, mas precisei escolher. Então, na forma como eu trabalho hoje, ensino você a comprar o que tem a ver consigo sob vários aspectos, você vai lá e faz. 

Não. Eu ensino a/o cliente a compreender seu estilo e a imagem que quer passar. A partir daí, olhar para o guarda-roupas com outros olhos e iniciar uma mudança é consequência. 

Quer a verdade? Nunca. Isso porque o processo de refletir sobre si mesma/o e buscar entender quais cores, corte de cabelo, formato de óculos, modelagem de roupas, etc, combina com o seu momento é (deveria ser) uma constante. Concorda? Mas sim, esse nosso processo juntas/os acaba depois do 3o encontro. Entretanto, podemos seguir aprendendo juntas/os nos outros processos que faço ou conteúdos que produzo nessa internet de meo deos…